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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

SITE DA ONU DESTACA PARCERIA DO BANCO MUNDIAL COM AGRICULTORES DE QUIXERAMOBIM

Deusimar Cândido colhe goiabas no Vale do Forquilha, Ceará: há cerca de uma década, as plantações da comunidade dependiam totalmente da água das chuvas. Foto: Mariana Ceratti/Banco Mundial 



Um sistema de irrigação por gotejamento permitiu que agricultores do Vale do Forquilha, Quixeramobim, Ceará, mantivessem seus pomares e plantações verdes o ano inteiro. O projeto São José é resultado de uma parceria entre o Banco Mundial e o Governo do Ceará.

Há pouco mais de uma década, essa abundância era apenas um sonho para as 180 famílias que vivem na região, uma das mais áridas do Brasil.

“Nossa agricultura era de sequeiro. Se chovesse, a gente colhia. Do contrário, era perda total”, lembra o presidente da associação local de pequenos agricultores, Deusimar Cândido. A situação agora é outra, ele relata. “Plantamos frutas e verduras com a certeza de que vamos colher. Cada família consegue tirar pelo menos R$ 1,5 mil ao mês”.

“A irrigação por gotejamento dá certo no semiárido porque com ela os agricultores podem diversificar a produção e melhorar a colheita sem gastar muita água”, explica a especialista em desenvolvimento rural no Banco Mundial, Fátima Amazonas.

Desde 2001, quando começou a primeira fase do trabalho, aproximadamente 185,5 mil famílias em todo o Ceará tiveram benefícios parecidos.

Em novembro passado, começou uma nova etapa da iniciativa, que vai até o fim de 2016. Nessa fase, água e saneamento serão levados a 60 mil famílias rurais. Elas também terão a chance de aprender técnicas agrícolas sustentáveis e ampliar o acesso aos mercados consumidores.

MATÉRIA PUBLICADA NO PORTAL DA ONU BRASIL

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